Alana Rox

Alana Rox

 

 

 

Sou vegana por mim e por você desde antes de saber que isso tinha nome

 

 

 

Nasci vegetariana. Não sei dizer por que nasci assim, mas sei dizer por que continuo uma até hoje e por que fui muito além. Minha família não era vegetariana, mas eu instintivamente nunca aceitei qualquer alimento animal desde neném. Filha de uma gaúcha e um carioca, nasci e fui criada em Joinville (SC) e me tornei vegana anos depois. Meus pais, por falta de informação, tentavam me forçar a comer animais, mas eu, escorpiana teimosa, resistia bravamente. A hora do almoço não era nenhuma diversão, muito menos prazerosa. Tornei-me vegana por saúde, confesso. Não sabia o que acontecia para que o queijo chegasse ao meu prato. Não sabia que 18 mil litros de água eram usados no processo total para a produção de 1 quilo de manteiga. Eu desconhecia o horror causado pela indústria aos animais. Eu tinha apenas a referência dos animais do sítio da minha avó. Quando descobri, foi um choque. E foi isso que me manteve vegana.

Tornar-me vegana foi um divisor de águas na minha vida

Alana Rox

Na minha busca por informação assisti a documentários e vídeos, li artigos e tudo que encontrava. Não podia mais continuar a ser cúmplice de uma indústria de sofrimento e dor. Comecei a estudar sozinha, às vezes com a orientação de médicos amigos, e a buscar artigos científicos sobre fisiologia humana, química natural dos alimentos, relação dos alimentos com reações bioquímicas fisiológicas. Nem sempre eram literaturas disponíveis, fiz muitos pedidos de arquivos científicos a universidades estrangeiras e distantes. Quanto mais eu buscava e aprendia, mais surgiam questionamentos, e eu sabia que tinha ainda muito para desvendar. E ainda tenho.

 

Eu sabia que me tornar vegana seria incrível. Mas nem nos meus sonhos e previsões mais lindas imaginava o divisor de águas que seria para o meu corpo, o meu organismo, a minha percepção de mundo, a minha conexão com o todo.